quarta-feira, agosto 31, 2005

Apresento-vos a ABRA | Associação Bracarense dos Amigos dos Animais

Esta é uma associação recém-criada, que rege o seu trabalho pela visita diária ao canil municipal, onde os voluntários passeiam e acarinham os cachorros que vivem no "corredor da morte".

A ABRA tem como objectivo também a organização de campanhas de adopção para que aqueles animais não sejam abatidos, só que neste momento sentem a escassez de infra-estruturas ou materiais que possam suportar as feiras de adopção.

Assim sendo, a ABRA pede a ajuda de todos, quer através da oferta de redes, tendas ou boxes, quer pelo voluntariado ou ajuda no transporte dos animais até ao espaço onde as feiras poderão ser organizadas.

Cada vez mais a criação deste tipo de associações é importante para ajudar a melhorar a qualidade de vida dos animais de companhia que por vezes acabam ao abandono! Assim, e porque reconhecemos as dificuldades que esta ou outra associação poderão atravessar, apelamos à ajuda de todos.

Se todos derem um pouco de si, não custa nada, e não existirá melhor agradecimento!

Claro está que este apelo não se dirige apenas aos bracarenses ou a todos na proximidade daquela cidade. Informem-se das associações / albergues na vossa região e mostrem-se disponíveis para ajudar todos os animais que contam apenas com a nossa boa vontade!

domingo, agosto 28, 2005

Mostre ao seu animal o que ele significa para si
Ajudando outros animais

Numa iniciativa conjunta entre a associação AANIFEIRA e o pintor aveirense Pedro Andrade, somos a divulgar a seguinte iniciativa que visa a angariação de fundos para aquela associação.

Pedro Andrade elaborará pinturas dos animais de estimação de todos os interessados a partir de algumas fotografias (entre 4 a 5), de preferência tiradas em exterior, de diversos ângulos e com boa resolução. Estas fotografias devem enviar-se para o e-mail caesegatos@gmail.com (A/C de Carolina Fernandes - AANIFEIRA).

Pedro Andrade ofereceu-se para ajudar esta associação fazendo o que mehor sabe: pintar! As telas serão elaboradas em óleo e terão as seguintes dimensões: 40cm x 50cm.

O prazo de entrega será de dois meses, e todo os lucros destes trabalhos reverterão para a AANIFEIRA, sendo que o pintor apenas ficará com o valor do material.

O preço base para estas telas é de €100,00, mas sendo este um trabalho de solidariedade, se alguém o pretender, pode subir a sua oferta.

O P'los Animais deseja muito sucesso a esta acção!


sexta-feira, agosto 19, 2005

Projecto Santuário

Ajude a ANIMAL a preparar a criação do primeiro santuário para animais em Portugal :: Diga-nos o que pensa deste projecto, como gostaria de o ver realizar-se e de que maneira pode e quer ajudar este projecto a concretizar-se

"Um santuário para animais é um espaço que existe exlclusivamente para acolhimento, preservação e protecção dos animais que neste são mantidos. Um santuário é um espaço muito amplo, fora das cidades, onde se recriam o mais possível as condições dos habitats naturais onde os animais que neste são protegidos viveriam, se nunca tivessem sido retirados do seu meio selvagem ou se lá tivessem nascido. Num santuário, os animais que aí são protegidos têm a oportunidade de passar o resto das suas vidas em segurança e em regime de semi-liberdade (porque os santuários são, para protecção dos animais, vedados e de acesso impedido ao público), vivendo em espaços especialmente pensados e criados para que se sintam o mais seguros e tranquilos possível, num ambiente o mais natural possível, para que se sintam em equilíbrio e possam reproduzir os seus comportamentos naturais livremente. Um santuário não tem fins lucrativos e não recebe visitas do público, menos ainda a troco de pagamento. Cada animal que vive num santuário é tratado como um indivíduo que importa por si mesmo e que merece todo o respeito, consideração, cuidado e protecção. Habitualmente, os santuários são criados para poderem receber e proteger permanentemente animais que tenham sido resgatados de situações de abandono, violência, maus tratos ou negligência, e têm uma equipa técnica de médicos veterinários, biólogos e etólogos cuja tarefa é garantir que cada animal recebido no santuário e ali protegido seja adequadamente tratado e recuperado, tanto física quanto psicológica e emocionalmente. Frequentemente, os santuários recebem animais resgatados de redes de tráfico de animais, de circos, parques zoológicos ou outras actividades cruéis de entretenimento em que sejam usados animais. É também comum serem protegidos animais que tenham sido resgatados de laboratórios de experimentação ou de quintas de peles. Os santuários costumam também estar preparados para receber vacas, porcos, galinhas, ovelhas, cavalos, burros e outros animais habitualmente usados em explorações pecuárias que tenham sido vítimas de especial crueldade ou de abandono. Além disso, os santuários podem também estar preparados para receber e proteger aves feridas, animais feridos por caçadores, cães e galos resgatados de combates de animais, animais de companhia que tenham sido abandonados ou violentados, entre outros. Um santuário tanto pode estar preparado para receber animais de espécies domésticas como de espécies selvagens, como pode ainda estar também vocacionado para recuperar e conservar animais de espécies protegidas. Um santuário para animais é, no fundo, um espaço dedicado a beneficiar e proteger os animais e onde a vida, a felicidade e o bem-estar destes são valores invioláveis. Pode ver exemplos de santuários em
www.ranchodosgnomos.org.br, http://farmsanctuary.org, www.hillside.org.uk, www.monkeysanctuary.org, www.monkeysanctuary.com, www.animalsanctuary.org e www.shambala.org.

Apesar de estarmos em 2005 e de quase todos os países no mundo terem pelo menos um santuário para animais, Portugal não tem sequer um santuário. Em Portugal, a apreensão e o resgate de animais selvagens é extraordinariamente dificultado por esta circunstância, sendo comum as autoridades apreenderem animais e nomearem os seus próprios proprietários (aos quais os animais foram apreendidos por se encontrarem em situação
ilegal ou de sofrimento) como fiéis depositários. Alternativamente, quando animais são apreendidos, ou são entregues a parques zoológicos e aumentam a colecção destes, o que equivale a um aumento do lucro que estes retiram da exibição de animais (para prejuízo destes), ou são abatidos por não haver espaço algum para onde possam ser enviados e onde possam ser protegidos. Frequentemente, os processos de apreensão de animais nem sequer se iniciam exactamente porque não há sequer um espaço realmente preparado e a funcionar para receber e proteger animais que sofreram em redes de tráfico, em circos, em zoos, em combates, em qualquer situação de maus tratos ou no cruel mas tristemente comum abandono.

É por todas estas razões que a
ANIMAL está a desenvolver o “Projecto Santuário”, um projecto para a criação do primeiro santuário para animais em Portugal. É infelizmente fácil identificar uma vasta série de problemas que afectam os animais em Portugal e para os quais a existência de uma autêntica rede de santuários seria necessária e urgente. Porém, o primeiro passo será criar um santuário que tenha condições excepcionais para receber, recuperar e proteger todos os animais que nele possam ser instalados. Idealmente, este seria o primeiro de uma rede de santuários a desenvolver no futuro. Este projecto exige, contudo, pelo menos um terreno de muito grandes dimensões, fundos para a preparação do terreno e ajustamento deste às características e necessidades dos animais que o santuário receberia, para a criação de uma clínica veterinária para garantir o acompanhamento médico de todos os animais recebidos e protegidos no santuário, uma estação técnica para funcionar como base para a equipa técnica do santuário, fundos para a criação e manutenção de um sistema de segurança, fundos para os salários dos técnicos do santuário cuja tarefa seria apoiarem os animais, veículos para o resgate e o transporte de animais e para a segurança do santuário, entre outras necessidades fundamentais para que um santuário pudesse ser criado.

Porque é urgentemente necessário para os animais em Portugal, a ANIMAL tem o “Projecto Santuário” em estudo e desenvolvimento, mas, para que este se concretize, precisa da sua ajuda. Se este projecto lhe interessar e se de algum modo quiser colaborar com o seu desenvolvimento e realização, por favor escreva para
projectosantuario@animal.org.pt e diga-nos o que pensa deste projecto, que sugestões lhe ocorrem acerca do mesmo, como gostaria de o ver realizar-se *e de que maneira poderá e quererá ajudar este importante projecto a realizar-se* em Portugal."

segunda-feira, agosto 15, 2005

No fim da linha

São latidos ensurdecedores que começam assim que alguém entra. Os cães que ainda têm força esticam-se o mais que lhes permitem as exíguas correntes, formando um friso de cabeças de olhos suplicantes. Outros limitam-se a fixar as pessoas com um olhar profundamente triste. Nos canis municipais, destino dos animais sem dono, há de tudo. Os rafeiros e os de raça. Os recém-nascidos e os velhos. Os que sempre viveram na rua e os que conheceram o conforto quando eram considerados animais de estimação. Hoje, solitários e confusos, partilham um ambiente de doenças e cheiros nauseabundos. Chegados ao corredor da morte, quantas vezes levados pelos próprios donos, outras capturados nas ruas, o pior pode acontecer: serem mortos a tiro, por afogamento, envenenamento, sufocação, enforcamento, à facada, ao pontapé ou à paulada, com choques eléctricos... uma lista trágica denunciada pelas associações zoófilas que faz da injecção letal, prescrita pela Direcção-Geral de Veterinária, um mal menor. O fim da linha para muitos dos dez mil cães e gatos que se estima serem abandonados anualmente em Portugal. Uma prática com dois picos dramáticos: no Verão, por causa das férias, e no Outono, devido à caça.
por Isabel Lopes

quarta-feira, agosto 10, 2005

Apelo da ANIMAL

Se tiver conhecimento da presença de algum circo com animais em qualquer zona do país, por favor entre imediatamente em contacto com a Associação ANIMAL, quer através do e-mail do Director Executivo daquela associação, quer através de SMS para o número 96 235 81 83!

Ajude a ANIMAL a criar condições para pôr fim ao uso de animais em circos em Portugal.

terça-feira, agosto 09, 2005

Mariza Compactua Com Tortura

Artigo da Responsabilidade da Organização PelosAnimais.org

«Mariza, uma internacionalmente aclamada fadista portuguesa, estará no próximo dia 13 de Agosto, na Moita, para participar na 22ª Grande Corrida da Rádio Renascença, onde irá actuar.

«Mariza, que parece ser uma pessoa minimamente informada e inteligente, não ignorará certamente que uma tourada causa sofrimento a touros e cavalos. Não ignorará certamente que touros e cavalos são animais que têm a capacidade para experimentar sofrimento físico e psíquico. Não ignorará certamente que o sangue que jorra dos touros resulta dos graves ferimentos que lhe são infligidos no decorrer do “espectáculo” em que participa. E, sendo assim, por que motivo poderá participar numa tourada senão porque simplesmente não quer saber ou não se importa?»

Ler artigo completo e sugestão de acção no blog da PelosAnimais.org.

domingo, agosto 07, 2005

Boicota

A Delta é uma das empresas que mais patrocina espectáculos de touradas em Portugal. Todos os anos assistem a esses espectáculos os seus patrocinadores, normalmente de empresas de produtos de consumo regular ao público. Nos últimos tempos a Delta tem sido uma dessas empresas.

Várias têm sido as acusações feitas por pessoas que se indignaram e protestaram por este motivo, no sentido em que a Delta se demita dos acordos estabelecidos com as empresas tauromáquicas, estando para além disso a colocar o seu nome em risco de boicote devido à promoção e ao incentivo à violência, ao invés de colaborar com o desenvolvimento social e educacional das comunidades, uma vez que não é conseguido com o desrespeito e a tortura de seres vivos.

A Delta é uma das raras empresas portuguesas certificada pela norma SA 8000 -Responsabilidade Social. Para ser contemplada com este certificado teve que estabelecer e respeitar uma série de regras de conduta ética, comprometendo-se, nomeadamente, a contribuir para o desenvolvimento sustentável das comunidades em termos sociais, culturais, educacionais e ambientais.

É importante alertamos as pessoas para isto! Pedimos a vossa colaboração, enviando um comunicado à Delta através do
site da marca, pedindo que terminem seus acordos para com as "festas-bravas".

Para além disto, a Delta foi acusada de falta de "transparência". Ao receber anteriores protestos alegou que os seus apoios financeiros seriam para as festas da terra onde decorriam as touradas, e não para as touradas em si, salientando ainda que não patrocionavam actividades tauromáquicas.

Por favor, ajudem. Exijam que esta empresa "rasgue" os contratos com a tauromaquia ou então sofrerão as consequências no mercado, não recebendo nem mais um cêntimo vosso para os seus bolsos.

sexta-feira, agosto 05, 2005

O que fazer para ajudar um Animal abandonado

Agosto já começou, e infelizmente este é um dos piores meses para os nossos mais fiéis amigos. Há quem se importe com o destino dos animais que carregam no seu olhar o peso do abandono! Para todos eles transcrevemos as medidas sugeridas pela ANIMAL sobre o que fazer quando encontrarem um animal abandonado.

Sempre que conhecer ou testemunhar alguma situação de abandono, saiba que compete às autoridades garantir que não aconteçam, assegurando a fiscalização e o cumprimento das normas legais vigentes de protecção dos animais. Se conhecer algum caso em que algum animal tenha sido abandonado (possuindo elementos acerca de quem o abandonou e das circunstâncias em que foi abandonado - tatuagem ou microchip), ou que tenha sido ou esteja a ser vítima de maus-tratos por parte de alguém (seja o detentor do animal ou não), proceda da seguinte maneira:

Em casos urgentes, peça a presença e assistência imediata da autoridade policial da área (PSP ou GNR). Se o caso for grave, mas se não for necessário pedir a colaboração imediata da autoridade policial no local, opte por ligar directamente para a esquadra da Polícia Municipal (se existir na área), da PSP ou posto da GNR da área, explicando a situação e pedindo à autoridade policial que compareça no local e que proceda de acordo com o que a lei prevê para o caso específico denunciado. Apresente sempre uma queixa da situação que denuncia à Polícia Municipal (PM), à PSP ou à GNR.

Cabe à PM/PSP/GNR dirigir-se ao local, avaliar a situação, impedir qualquer acto de violência, negligência ou abuso de animais, desde que seja proibido por lei, identificar os autores destas infracções, levantar o auto referente a esses casos e enviá-lo para o Ministério Público, que determinará se o acto em causa será um ilícito de natureza contra-ordenacional ou criminal. Lamentavelmente, os actos de violência, negligência e abandono de animais não são tipificados como crimes (excepto se os animais tiverem proprietário, caso em que poderá haver crime de dano), mas como contra-ordenações. Nestes casos, é sempre importante denunciar o caso também ao Médico Veterinário Municipal da câmara municipal da área, que, sendo a autoridade veterinária local, é responsável pela fiscalização e aplicação da legislação vigente de protecção dos animais, competência que partilha e que deve executar juntamente com o Presidente da Câmara Municipal e com as autoridades policiais. As autoridades policiais podem também pedir a colaboração do Médico Veterinário Municipal, da Direcção Regional de Agricultura da área (autoridade veterinária regional) ou da Direcção Geral de Veterinária (autoridade veterinária nacional). Qualquer destas autoridades pode receber directamente uma queixa, embora seja sempre aconselhável apresentar queixas às autoridades policiais e veterinárias locais.

Atenção: NÃO aceite um NÃO como resposta das autoridades. A legislação em vigor responsabiliza as autoridades acima referidas pela fiscalização e aplicação destes diplomas e das normas que estabelecem. Contacte a ANIMAL (através do 222 038 640) sempre que precisar de alguma informação sobre como proceder nestes casos.